Eram identificados os furacões pelas suas coorndenadas, o que, diga-se de passagem, é tão conveniente como tirar o azimute a uma vaca. Passaram a ter nomes. No ínicio, lá para o século XIX, os nomes eram dados pelo dia do santo em que chegavam, Santa Ana vinte e seis de julho, São Felipe treze de Setembro.
Entretanto, passámos a estudar melhor os fenómenos meteorológicos e percebemos que os furacões eram antes tempestades tropicais e ainda antes apenas depressões tropicais, e passou-se a baptizar as tempestades, que manteriam o nome se chegassem a furacão. Em mil novecentos e cinquenta e três, por regras internacionais, e para descartar uma nomenclatura confusa dos americanos, passou a atribuir-se nomes femininos por ordem alfabética às tempestades que surgissem no atlântico. Durante uns anos valentes a desgraça vinha sempre no feminino, anna carol edna diane. No país onde nasceu o feminismo isto estava condenado a ser alterado, e em setentas o baptismo seria alternadamente com nomes masculinos e femininos. Pouca sorte tiveram as feministas porque nos anos seguintes os furacões mais destrutivos foram os femininos. Quando são particularmente destrutivos, os nomes dos respectivos furacões são banidos, não vá o traumatizado caribense pensar que o mesmo furacão voltou para acabar o que que tinha começado, tenho a certeza de que se os americanos soubessem que se estava a formar uma depressão tropical chamada Katrina, punham-se logo a fazer as malas...
O Gustav já se acabou, a Hanna já vem a caminho, depois é a vez do Ike, que se der tanta porrada aos caribenses como deu à Tina Turner, não se adivinha nada fácil!
Há 16 anos
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