Um eminente etólogo dizia que quanto mais seleccionadas forem as raças maior será o número de indivíduos com comportamentos aberrantes.
Agora, a pensar na frase de cima, atentem a este conto de fadas trágico que vos vou contar...
Era uma vez um príncipe que vivia numa região dos alpes, ele era o príncipe herdeiro do nacional-socialismo. Sempre aprumadinho, e extremamente correcto na sua apresentação, metrossuxual, (de reparar que os homens de extrema direita são sempre mais preocupados com a sua imagem) um homem sem surpresas na hierquização dos seus valores: família, a raça, a nação... Muito carismático, graças aos ideais xenófobos, foi ganhando admiradores entre os mais jovens austríacos, que tanto medo têm dos povos que lhes atravessam a fronteira.
Rapidamente o nosso príncipe seria tornado rei, casado e pai de filhos, e estava agora à frente da Aliança para o Futuro da Áustria!
Embora casado, faltava ao nosso líder a sua verdadeira musa, a sua fada, que descobriu quando conheceu um jornalista da área da cosmética. Este jornalista sentiu uma atracção imensa pelo líder neo-nazi, física mesmo. Tornar-se-iam inseparáveis ao ponto do líder, 30 anos mais velho, prometer ao seu secreto amante e confesso braço-direito a liderança da aliança!
Em mais uma noite, que o carismático líder disse à mulher ser de trabalho, seguiu até à porta do seu jovem admirador, e juntos foram para a festa gay onde tantas vezes se divertiam. Lá os ciúmes motivaram uma emocionada discussão que acabaria com mais uns vodkas e a fuga do neo-nazi no seu carro do povo, o phaeton... pelo caminho atravessaria um muro de betão.
O jovem jornalista, agora líder, ficou destroçado, mas ainda aguentou duas semanas antes de confessar aos austríacos que perdera o seu amante, o homem da sua vida... A aliança não podia admitir que o número um e dois do partido fossem amantes e demitiu imediatamente o abalado e recém nomeado líder. Em duas semanas o pobre jovem nazi perdeu o trabalho e a família...
A propósito, o eminente etólogo era austríaco!
Há 16 anos