quarta-feira, 25 de março de 2009

Nome de Código: Coringa

Numa tarde dessas quentes juntou a roupa num molhe e meteu-a a lavar, o Coringa não é dado aos virtuosismos dos armários vastos, e a roupa que tem cabe numa única máquina de lavar ou numa mala de transporte de tamanho suficientemente reduzido para embarcar nos aviões sem fazer check-in, pois daqui a uma semana, tanto pode estar aqui como num bar em Bombaim... A tarde quente havia de permitir que a roupa secasse ainda nesse dia, Coringa recebeu uma corvina e três larvas de bacalhau: em breve terá uma missão.
Coringa é agente do S.I.S. mas nem o serviço sabe quem ele é, move-se como um fantasma, ou um homem sem rosto, e nem sentido de humor tem: não percebe piadas e tem mau gosto a contá-las. O nome de código que lhe deram adveio da maneira como exigiu ser contactado, quem o contratar (sim, porque se o homem é invísivel tem margem para trabalhar para quem quiser, haja dinheiro) deverá, primeiro que tudo, ter a tecnologia para o fazer, o envio da informação necessária ao trabalho é fornecido de um modo que de tão insólito nos levaria a pensar ser impossível, mas essa dificuldade é apenas uma pequena fracção do custo total dos serviços exímios desta sombra. Coringa recebe peixes e larvas de peixes que foram submetidos a condições especiais de maneira a que os otólitos (estruturas mineralizadas presentes no ouvido interno dos peixes e indicadoras por meio de bandas de crescimento rápido e lento, alternadamente que nem os anéis nos troncos de árvores, dos anos ou dias de vida dos ditos animais) indiquem nas suas bandas alternadas os números associados à missão: é composto um código de barras correspondente a treze algarismos, quatro expressos nos otólitos do peixe adulto e os restantes três nos de cada uma das larvas da maior para a mais pequena. Para extrair os otólitos aos peixes, Coringa tem de fazer um golpe pelo canto da boca do peixe até à abertura branquial, daí o nome de código. Uma vez extraídos e analisados, Coringa tem o número que precisa para a sua missão.
5648347948559
Coordenadas GPS, Identificação, Data.
A base de dados está na net à vista de toda a gente, mas sem o algoritmo de interpretação, não é mais que uma lista fútil de nomes sem relação aparente, e ficheiros pesados de perfis de DNA.
A máquina já acabou de lavar e Coringa já tem a sua missão: duzentos e poucos quilómetros a sul de Jacarta, daqui a seis dias, deverá aniquilar o sujeito. Ele nunca saberá quem matou: o agente patogénico é específico do alvo e actua ao fim de vinte e oito horas, tempo suficiente para escurecer a sombra de Coringa. De volta a casa, espera-o uma corvina já escalada no congelador...

Segundo Recado ao António Lisboa

Epá Oh António, percebeste alguma coisa do que te disse da primeira vez?! Repara lá numa coisa, quando te disse para largares o whisky não era para te atirares a outro álcool... E essa mania agora de Cuba?! Mas onde é que foste desencantar isso? Bem sei, a religião é o ópio do povo. E lá que tu precisas de uma fuga, precisas. Mas o PCP, porra? Largas o whisky e os cigarros para beberes mojitos e fumares aparas de charuto em cigarros filtro? Digo-te já: foi uma bela merda de ideia que tu tiveste! E ainda te digo mais, estás gordo que nem um texugo, até dás às ancas a andar. Não sabes do que é? Então olha, doze mojitos numa noite são uma garrafa de rum, seis limões, doze colheres de sopa de açucar, um molhe de hortelã, duas garrafas de água das pedras e duas colheres de sopa de angostura. E perguntas-me porque é que estás gordo? Tenta lá adivinhar...
Mas agora, essa PCPzita de metro e meio que arranjaste pode te estar a fazer muito bem, lá as quecas, as discussões do tempo da guerra fria, os mojitos e charutos para enquadrar o resto, podem ser um belo entretém, mas porra, andas sempre a dizer mal de tudo e estás com o dobro do tamanho.
Oh António, se calhar sou eu, a gaja não falando no PC, até permite uma conversa agradável, mas não sei pá, sabes que te amo profundamente e se te digo coisas que talvez, talvez não, de certeza não gostarias de ouvir, é por isso mesmo.
Mas tenho que te dizer isto: A meia-leca da boina não me entra, fica aqui atravessada. Mas não é por mim, eu acho é que ela, mais tarde ou mais cedo deixa-te na merda outra vez ou a deixas tu a ela. Aquela cena de te comparar ao Hemingway, (outra vez as cubanices), epá, o gajo não tinha amor à vida: primeira guerra mundial em itália, toiros em pamplona, guerra civil espanhola, revolução cubana e no fim mata-se, porra oh António, o Hemingway andou a ver se se matava desde que nasceu!!!
E agora que pensei nisto, talvez a comparação não seja assim tão descabida, porque amor à vida tu não tens, mas olha lá, para ser comparado ao Hemingway que seja por ele ter sido viajado, aventureiro, bom pescador, escritor! Agora suicida?!
Percebes o que te digo?
Não percebes mas eu explico melhor: estás de ressaca António, e faz parte do teu luto, encantaste-te com essa reaccionária mas agora eu forço-te o desmame.
Epá, é que tens de te encaminhar primeiro depois logo pensarás em relações sociais a longo prazo. Olha eu percebo-te: estás carente, um eu-pequenino, um desencantamento e aparece-te esta papoila vermelha para te encher o vazio (ou não tivesse ela a forma de uma rolha!), mas ouve, não alimentes isso! E agora falo no interesse dela, é que eu já te conheço há muito e ela nem tem noção do que aí vem, mas eu vi o que aconteceu às outras feias todas, é que oh António, tu já estás magoado mas ela não.
Ouve lá, já que andas numa de Hemingway, e isto é um apelo que te faço mas só quando estiveres orientado, imagina que vais à pesca que nem o velho e o mar, o meu apelo é que sigas continuando à pesca, mas deixa que o peixe salte para o barco. É como quem diz, não escolhas tu as mulheres que está visto que tens mau gosto (escusado será lembrar que foi a minha irmã que te escolheu...), voltando à analogia do velho e do mar, permite-te a lançar o isco, deixa que o peixe o morda, mas não gastes o teu tempo e o do peixe a tentar subi-lo para o barco, olha que o velho do mar ia morrendo de cansaço! Quando o peixe morder o isco, espera que ele salte para o barco, mas por favor não o tentes puxar.

segunda-feira, 16 de março de 2009

País Tropical

"Moro!
Num País Tropical
Abençoado por Deus
E bonito por natureza
(Mas que beleza!)
Em fevereiro (Em fevereiro!)
Tem carnaval (Tem carnaval!)
Tenho um fusca e um violão
Sou Flamengo, tenho uma nêga
Chamada Tereza..."

Jorge Ben Jor

Em fevereiro tem carnaval, em março tem dias de verão! Ainda hoje senti, à noite, aquelas brisas quentes me fazem penar de saudade durante os dias frios, aqueles em que me pergunto como é que é possível, num período de meses, rachar de frio onde ainda há pouco tinha morrido de calor. Cheirei aquelas flores enjoativas de tão doces que se espalham num odor melado, tomei banho para sair à rua e com o calor sentir que outro banho viria a calhar a apenas uns minutos do fim do primeiro. Bebi um copo na esplanada da graça pela noite dentro e mesmo assim o calor não fugiu. Fui à praia, e mesmo com água fria, fiquei a ver o sol queimar melhor que em dias de verão.
Moro num país tropical, crocodilos no douro, rãs exóticas em Oeiras, tubarões-baleia nos Açores.
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quarta-feira, 11 de março de 2009

Desço
         por
              umas
                    escadas  
                            assobiando
                                                os
                                                    Gipsy
                                                            Kings
Caminando
                   por
                         la
                             calle
                                     yo
                                          te vi...
Mas
        na
            minha
         despreocupação
                                   não vejo
                                                  um
                                                        gato
                                                               num
                                                           degrau
                                                               mais
                                                               alto!
TROPEÇO!
                                                                                                                                           E CaIo nO cHãO

domingo, 8 de março de 2009

Dia da Mulher

Parecia um dia normal. Apanhei sol durante o dia, tomei um dos melhores pequenos-almoços de sempre numa esplanada em Santa Catarina, uma vista para o rio, um ouvir de uma série de línguas como se estivesse no bar de um hotel algures no mundo, bagels, compotas, café. Estas coisas dão-me anos de vida, com um acordar destes viveria até aos cem anos.
Combinei jantar com pessoal, cozinho eu! Vamos comer moqueca de camarão, há quanto tempo não como moqueca! De hoje não passará, vou às compras, camarão, óleo de palma, vinho... Volto a ligar para saber quantos somos e aqui começa a história da minha noite mais incrível,
À mesa somos eu mais quatro (4!) mulheres, logo aqui algo inédito! Já tinha jantado com mais do que uma mulher, mas quatro realmente é admirável, como se não bastasse, para o café veio mais uma mulher. Coincidência ou não, ao passar da meia noite entrámos no dia internacional da mulher! Ora, se é dia da mulher vamos embora enaltecê-la!!! Trocas de roupa, perfumes, lápiz, rímel, lá saímos de casa nesta grande emancipação feminina testemunhada por mim! A direcção era o Bairro Alto, só para começar.
A sair de casa a Margarida (nome fictício) apercebe-se que o carro não está no sítio onde devia! Estava sim, mais abaixo na rua junto à parede em cima do passeio, ela ficou muito baralhada: tinha estacionado o carro num sítio e ele agora estava noutro, as hipóteses iam sendo formuladas à medida que nos aproximávamos do carro e a hipótese mais plausível estava a ser mudamente admitida... Contorno o carro pronto para ver os estragos e o que vejo faz-me sentir de um modo impossível de descrever, o facto mais incrível, a possibilidade mais remota estava a ser presenciada por nós! Por momentos, eu que sou um homem perfeitamente desprovido da fé divina, cheguei a acreditar na existência de Deus, mas foi mesmo só por uns momentos. O que eu vi foi que o carro tinha embatido contra um colchão que estava encostado à parede!!! O carro estava impecável, ao lado do colchão estava um sem-abrigo a vasculhar o lixo, ao que eu lhe pergunto - Desculpe, o colchão é seu?! - Mas não era, ele estava ali só pelo lixo. A rua, a descer, tinha dum lado os sem-abrigo a dormir doutro uns daqueles pilões de metal no passeio, mas o carro percorreu cerca de trinta metros fez uma ligeira curva para embater precisamente nuns redusíssimos metro e oitenta de colchão! Imaginem a probabilidade de isto acontecer! O carro teve de ficar destravado, a mudança teve que saltar, a posição em que o volante ficou teve de ser precisa, não estava a passar nenhum carro nem pessoas... Enfim, eu até já estava com o pouco de sono do compasso de espera das mulheres despertei logo com este shot de adrenalina!
Ainda a noite era uma criança! Seguimos a tempo de apanhar o último metro, entramos na primeira carruagem mesmo colado(a)s ao maquinista. Começamos nos Anjos, chegados ao Intendente abrem-se as portas entra uma mulher na cabine do maquinista. No Martim Moniz, igual! Abrem-se as portas no Rossio e entra mais uma mulher, fazia lembrar aquele programa de enfiar gente num mini!!! Nós incrédulos com mais uma cena digna de ganhar o Fantásporto, e a rir estupidamente lá vamos andando para o Bairro...
O Bairro não trouxe surpresas, fechou às duas, gente a dar com um pau, gajos fumados e bêbedos com fartura, mais uns copos no arroz doce, decidimos onde ir - JAMAICA!
À porta furamos a fila (por amor de deus, se levo sete mulheres ao jamaica tenho direito a furar a fila, ou não?! já são sete porque encontrámos mais duas no bairro!), o porteiro manda-nos entrar mas pede-me para pagar seis euros à porta com direito a três imperiais - Pá! Trago sete mulheres para o Jamaica e ainda me pedes para pagar? - mas encolho os ombros - Eh, deixa lá ou bebo-as de qualquer maneira!
O Jamaica é em si uma experiência de vida. Tenho de o tentar descrever mesmo sabendo que nada do que escreverei poderá revelar na totalidade o ambiente do Jamaica, aqueles que já lá foram sabem do que falo!
(respirar fundo)
Oitenta metros quadrados, uma densidade de quatro pessoas por metro quadrado, música dos setentas e oitentas, gente de toda a espécie, uma bar com dois gajos a servir. Ir ao Jamaica, é assumir que a partir da porta abdicamos do nosso espaço, para mim um estranho a quem eu possa sentir o cheiro do perfume já se aproximou demais, mas no Jamaica o nosso espaço está limitado ao nosso interior porque o exterior é do Jamaica! Ir ao bar, roçar-me em cinco mulheres e três homens, ficar com a manga direita ensopada em cerveja, parece que tenho a cabeça enfiada num frasco de erva, tal é o cheiro no bar. Não há no Jamaica ninguém parado, vou-me embora às cinco e meia e ainda está à pinha!
Dançar a noite toda, chegar a casa de dia, esta noite foi uma alegria!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Entre Estações

Está sentado junto à janela imerso nele próprio, sozinho entre as pessoas, quando de repente repara numa mulher muito cheia de pinta, ele conhece-a! Ela está de frente para o caminho mas do outro lado do corredor, na coxia, na sua diagonal. De costas para a vida ergue-se um pouco e fica a mirá-la pelo reflexo, sim, já se têm visto, lançam olhares fugazes um ao outro mas nunca se abordaram e sempre que os olhares se cruzam ele é sempre o primeiro a desviar o olhar, como se o olhar dela fosse uma lanterna que lhe ofusca os olhos. Assim que reparou nela no metro começou a suar das mãos e do cu e dos sovacos, é um tipo algo repugnante, bruto, duvido que, havendo essa possibilidade, houvesse algo para lapidar. Ela bate com os olhos nos reflexos que a questionam e ele manda-os para o chão de imediato, agora está tão contraído que inspirou de um só sorvo sonoro, felizmente abafado pelos travões, altifalantes, as africanas, o cego que pede.
As pessoas seguem sem cara, não se adivinham características algumas, talvez a languidade de um cabelo sujo, a escolaridade de uma pasta, a erudição de um mp3, no silêncio dos barulhos mudos ele já não suporta as perguntas sonoras que se lhe assaltam na consciência: ela observa-te? ela conhece-te? Ela interpreta-te? Não aguenta mais tanta questão, decide, embora o destino seja o cais do sodré não passará da próxima estação. Ela aparenta estar calma e alheia a tudo. De soslaio, dá miradas para o lado direito, tenta avaliar o tipo de homem que a tem intrigado, a postura, as feições agrestes, o sobrolho cerrado, qual é a história dele? De onde ele é? Onde trabalha? Porque não a aborda?! Ela inquieta-se, a carruagem começa a ser pequena para os dois, sentem mutuamente, mas cada um no seu espaço, uma tensão que cresce, um ar que se adensa, e há também os cheiros maus, é qualquer coisa de ar saturado com perfumes aespanholados e suores que se pairam a meia altura, como que a boiar à altura do nariz das pessoas. E ela ainda mais inquieta por o conhecer de vista e este não a olhar, ele, de resto, continua virado para o vidro à espera que chegue alvalade, e alvalade parece nunca mais chegar. Desde que se olharam, ainda quando o metro estava no campo grande, que escolheram não se falar e remoem-se por ansiar fazê-lo, mas já foi o momento: ou era quando se viram ou fingem não se ter visto. Mas o fingimento está a tornar-se asfixiante, já mal respiram quando as portas finalmente se abrem e correm os dois para a plataforma de olhos pelos chão, o homem vai para sul, ela vai para norte.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Admirável Mundo Novo

Vou só começar por dar uns dados importantes para melhor perceber a história que contarei de seguida, por favor não se aborreçam, prometo polémica lá mais para o fim!
A Terra tem 4.5 mil milhões de anos (4 500 000 000). A vida começou há cerca de 3.5 mil milhões e a vida multicelular surgiu há apenas 600 milhões de anos. Desde então, a Terra já assistiu a cinco grandes extinções , i.e., uma enorme percentagem de toda a biodiversidade desapareceu para sempre, e depois a partir das espécies que sobraram radiou toda outra grande diversidade(a última grande extinção permitiu aos mamíferos colonizar o habitat deixado pelos dinossauros, bendito meteoro!!). Todos os cientistas dignos desse título (e sem conflitos de interesses) assumem que neste momento o Homem está a provocar a próxima grande extinção. As espécies extinguem-se sempre mas agora assume-se que o Homem está a acelerar o processo, entre dez a cem vezes mais rápido.
Daqui a uns anos a Terra terá entrado noutra idade do gelo. O fenómeno que impede a Europa de gelar na actualidade é a corrente quente do golfo do México: a água aquece lá no México vem andando em direcção à Europa, transfere o calor para a atmosfera que atinge a Europa dando-nos este clima temperado. Mas o problema, é que desde a revolução industrial temos estado a mandar gases com efeito de estufa para a atmosfera e com especial intensidade nas últimas décadas e vamos continuar a fazê-lo. Isto irá provocar um aumento da temperatura tal, que o gelo da Gronelândia derreter-se-á e vai interromper precisamente a corrente do golfo do México. Esta corrente faz parte de um ciclo mundial que quando é quebrado permite o avanço dos pólos.
Com este cenário, não prevejo o fim da Vida ou sequer do Homem mas especulo sobre o que poderá acontecer, admito que possa ser fantasioso mas acho que seria quase poético, no mínimo irónico, reparem:
A riqueza mundial e poder decisor situam-se no hemisfério norte, no sul há uma faixa de água que dá a volta à Terra, países em desenvolvimento e a Oceânia. O crescimento da população e consequente crescimento económico dos grandes países irá agravar ainda mais a degradação do ambiente num futuro próximo (incrivelmente a crise mundial poderá ter-nos dado mais uns anos para lidar com o dióxido de carbono), essa degradação, transcrita por um aumento da temperatura da atmosfera, irá derreter os pólos aumentando o nível médio das águas do mar, logo aí com apenas um metro de subida serão afectadas cerca de 150 milhões de pessoas... A água do mar continua a subir até que a água doce dos pólos é tal, que irá quebrar a corrente marítima mundial que regula a temperatura do nosso planeta, a Terra gela. Os países ricos congelam e os pobres, junto ao equador, ficam amenos. Os países ricos têm de transferir toda a gente para a zona do equador (levam consigo o poder económico), como não há espaço suficiente junto à orla costeira as pessoas serão distribuídas uniformemente pelo território, mas têm de garantir a sustentabilidade da vida selvagem e da própria existência, desaparecem as grandes cidades e surgem as pequenas comunidades baseadas nos recursos existentes no local, voltaremos a ser recolectores. Os governos regularão o planeamento das famílias, incentivará as famílias a terem um só filho, investirá na educação, especialmente a sexual, e desenvolverá novos meios de contracepção, a população aos poucos decrescerá, tem de decrescer! Este brutal impacto destruirá grande parte da diversidade, principalmente a terrestre, o mundo irá continuar, o Homem também, mas teremos provocado a sexta grande extinção.