quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Wine Spectator meet Alfredo of Rome

First of all, I must explain why this article is being published in english when the rest of the blog is in portuguese. It so happens that I went to New York last christmas and while admiring the squared city streets and trying to absorb the spirit of the Big Apple, despite the so very painful cold for us: southern europeans, I tried to avoid the extreme temperatures by entering in a restaurant for lunch near the Rockafeller center, experience of witch I would like to tell you. Also, I am writing in english and publishing in my blog because I want the most people to read this sort of review that I tried to send to the worldwide famous wine magazine, the Wine Spectator, but in order to do so I would have to buy a year subscription just to send them an e-mail... And based on the content of that e-mail, I shore wouldn't like to buy the magazine, much less for a year!
As I said before, I went to New York last christmas, and the extreme could pushed me towards the closest restaurant: Alfredo of Rome. I saw the Wine Spectator award in the hall and I remember thinking: This should be interesting... Unfortunately, as I crossed the hall, all the enthusiasm started to fade away when the waiter chose us a table in the restaurants's lobby as opposed to the main room... I suppose it was because of my ski-like jacket, even though the main room was almost empty.
For starters came pureed olives to go with the disappointing bread: the olives were too acidic and far worst than the ones I buy already packed here in portugal. I asked for Pappardelle Alla Aragosta, the noddles were nice, the sauce was o.k. and the lobster was over-cooked witch left some tasteless rubber-like slices of the referred crustacean. I was hoping to find some comfort in the wine! It was asked for one merlot and one pino grigio, both americans (since i was in america I might as well try their wine!). I liked the Pino Grigio better, the oak was very deep in the Merlot and I prefer wines not so rounded, still, this are californian wines, and they're much softer than the ones I prefer with a lot more body and acidity. The temperatures were higher than expected and the prices were exaggerated. Now what surprised me the most was the terrible service, specially concerning the wines, like I said the temperatures were wrong (and since I wasn't worthy of the main room I wouldn't dare to ask the waiter to cool down the wine!) and when I was ready to pour the wine I notice that the glass had water left from the washing machine... I called the waiter for replacing the glass, and he said, while dripping the water to the floor, "Don't worry this is just water from the washing machine" and gave me back the same glass still wet(!). This is not the service I expect from a restaurant awarded by the Wine Spectator: the total lack of regard for the almost sacred ritual of enjoying a wine: since the right (clean and dry) glass, temperatures, bottle instead of a jar, even the wine menu was very poor in information... If you value eating and drinking well you won't choose this restaurant, and, as I have, you will start to question the meaning of the Wine Spectator Award of Excellence.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Crise? Qual Crise?

Desde de que voto, ou melhor, desde que me conheço que Portugal está em crise. Na altura do Cavaco, com a primeiríssima maioria absoluta, estávamos em crise: o homem no seu sentido mais social resolve aumentar as portagens da ponte e carregar contra os manifestantes com a polícia de choque. Quando ele chegou estávamos em crise e mesmo connosco deixando-o trabalhar ele saiu ao fim de oito anos e continuávamos em crise. A seguir veio o Guterres, deu ao povo pão, mas esqueceu-se do igualmente essencial dinheiro para o vinho e os jogos. O estado era realmente simpático para com o cidadão empobrecido, foi criado o rendimento mínimo garantido que rebentou com a nossa, já muito macerada por outras vias, segurança social (é por estas e por outras que eu vou ter de fazer um PPR privado), os parasitas multiplicaram-se, preenchiam os impressos mais depressa que as técnicas da segurança social e se alguma ousasse questionar as razões que levariam tal parasita a ter aquele subsídio levava logo troco: "Se eu não recebo o rendimento mínimo ainda vou ter de que ir trabalhar! Por amor de Deus!!!" como se não bastasse, o nosso estado acumulava dívidas e o défice(que nessa altura não passava de um vocábulo raramente proferido na altura de fazer balancetes)continuava a aumentar.
Chegam as autárquicas, o PS leva uma coça, perde as câmaras de Lisboa e do Porto e o Guterres demite-se antes de acabar o mandato...
Vem o Durão, anuncia-nos o valor do défice, diz-nos que o país está de tanga e aumenta os impostos. Claro está, que ainda não é desta que vamos sair da crise. As reformas não convencem: O Bagão foi avô há pouco tempo decide baixar o IVA de vinte e um para cinco por cento nas fraldas, mas uma qualquer ordem processual não é cumprida e Bruxelas impede-o de concretizar a medida... Também Durão e Ferreira Leite querem por força baixar o défice, mas depois deixam-nos entregues ao Santana Lopes, provavelmente o pior primeiro-ministro que alguma vez conheci... E a crise continuou... Mas afinal o que é a crise? Crise, sem ser num sentido económico, é um estado provisório num nível inferior àquele em que habitualmente nos encontramos, certo? Agora digam-me: se o nosso estado normal é cá em baixo nos três por cento de défice, como é que podemos, mais uma vez sem ser num sentido económico, estar em Crise?! Bem sei, crise é quando entramos em recessão, mas , e embora o resto do mundo tal como nós esteja a entrar agora em estagnação, a grande diferença é que eles vêm lá de cima! De crescimentos de dez por cento! e alguns mais ainda, mas nós vimos lá de baixo!!! Também foram só um par de meses em estagnação e vamos já de seguida voltar ao nosso habitual estado: o da recessão!
Crise? Crise é para os Islandeses!! Crise é para os Americanos!! E para os Irlandeses também! Agora nós?! Nós estamos sempre na mesma!
Não quis com esta elação denegrir ou questionar a imagem e o currículo nos nossos anteriores Ministros, reparem Cavaco é agora Presidente, Guterres é o mandatário do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, Durão é Presidente da Comissão Europeia, Santana é... é... não interessa.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Franchising

Vou partilhar com os meus caros leitores uma questão que há muito me intriga.
Vocês sabem aqueles gajos que tocam música do peru e os the greatest hits in pan pipes a troco de moedas, aqueles que se vestem com os ponchos, chapéus, normalmente tem cara de índio são três ou quatro, têm as ditas flautas de cana, uma conga ou jambé ou o que é aquilo e outras vezes até têm um orgão e isto tudo com microfones ligados a um amplificador e colunas. Para mim o que me causa estranheza é que em benavente na grande festa da terra: a sardinha assada, eles estão lá; se eu for à baixa de Lisboa, eles estão lá; fui uma vez a Paris e eles estavam lá em Montmartre!; outra vez a Barcelona e eles também lá estavam nas Ramblas!!; e a semana passada estive em Nova Iorque e também os vi em Times Square!!! Eles não podem ser todos o mesmo grupo... Mas a verdade é que são todos iguais. Nunca ninguém disse: Gosto mais dos Pan Pipes de Albufeira, tal como nunca ninguém disse: Gosto mais da comida do McDonald's da segunda circular. Portanto só posso tirar uma conclusão: tratam-se de franchisados do Pan Pipes! O que faz todo o sentido! Aquilo deve ter sido lançado pelo governo do Peru ou do Chile ou assim, um gajo é empreendedor decide atirar-se à conta-própria paga o franchising e passadas duas semanas recebe em casa o kit PanPipes: quatro ponchos multicolor, sombreros, duas congas, duas Pan Pipes, amplificadores e colunas, mais um saquinho de pó de tijolo, para esfregar na cara caso não seja índio. Pode escolher ainda comprar CD's das músicas tocadas para vender na rua (pois porque não me venham dizer que cada grupo destes edita a sua versão do My Heart Will Go On em pan pipes), em troca o franchisado deve devolver parte das moedas atiradas ao governo que o financiou e manter elevado o nível e o prestígio que transmitem os grupos de Pan Pipes! É como o Hard Rock Café! Eu até aproveito a ocasião para propor o seguinte: que tal t-shirts de PanPipes NYC, ou PanPipes Sardinha Assada de Benavente?

Benaventices (V)

Mais uma Benaventice. Esta é mais sobre mim e os meus amigos, não sei se será uma verdade para o resto dos habitantes de Benavente. Apesar disso, notei e foi-me dita essa diferença por amigos doutras paragens em relação aos hábitos tidos por nós, benaventeiros.
Quando eu andava no secundário, e ainda durante algum tempo de faculdade, talvez aquele em todos (o grupo de amigos de benavente) ainda iam a casa todos os fins-de-semana, não combinávamos encontrarmo-nos e já havia telemóveis, simplesmente aparecíamos à tarde num café: o Império(antigo Baltazar), e se não estivesse lá ninguém era porque estávamos no Cortiço. À noite não havia dúvida nenhuma! Só havia um bar em benavente! O mítico e nostálgico Sobre Margem que tantas vezes ajudámos a fechar!
É claro que só me apercebi disto quando comecei a sair de benavente e a ter amigos que não eram de benavente. Para eles era incompreensível o facto de eu sair de casa depois de almoço ir ao café e ao chegar lá, estão lá todos os amigos do grupo sem que nenhum tenha combinado fosse o que fosse! E nós estávamos sempre no café! No Império, mais frequentemente no Inverno, era um café com bancos à american dinner, bancos para três, de napa virados frente a frente, onde nos sentávamos tardes inteiras. No Verão, mais vezes nos encontrávamos no Cortiço, conhecido em benavente como o "café do Zé Ma'Olho", por o dono ser cego de um olho e obviamente chamar-se José. Religiosamente, durante a época dos caracóis (os melhores que alguma vez comi) as nossas tardes eram lá passadas!
Outros amigos perguntavam-me: mas vocês não se encontram em casa uns dos outros?! e a verdade é não! Íamos chamar-nos a casa uns dos outros, mas passávamos tempo juntos era nas mesas dos cafés!
Ainda hoje combino cafés a torto e a direito, e às vezes nem café bebo! Mas digo-vos: fomento grande parte das minhas amizades à mesa de um café!

sábado, 3 de janeiro de 2009

Absinto e Silicone

(atenção! esta é uma nota prévia!) Não que seja uma obsessão, mas o facto de esta ser a segunda vez que falo das mamas da Luciana é pura coincidência!!!
Como os meus caros leitores já sabem eu devoro notícias: leio o jornal (às vezes mais do que um), ouço rádio, leio as notícias na net e ainda na televisão... Enquanto lia mais uma notícia li que um estudo da netpanel dá-nos a conhecer as dez pessoas cujos nomes foram mais vezes pesquisados. Ora adivinhem lá qual foi o mais pesquisado, é verdade foi o da Luciana, os outros são todos nomes de mulheres atraentes ou pelo menos vistosas: Ana Malhoa(a qual também já surgiu aí noutro post), a Nereida Gallardo, Amy Winehouse, as "manas Chaves", como diz o meu amigo Bruno (nome fictício): Diana e Soraia, Jessica Alba, Carla Matadinho e Paris Hilton. Espera lá mas só estão aqui nove nomes, qual é o outro?! Será aquela gaja da triumph? não! será a gaja das minis? também não! Senhoras e Senhores, o oitavo nome mais pesquisado durante o ano passado foi: Fernando Pessoa! Sim, o grande poeta que ia beber absinto para a brasileira figura no meio destas mulheres todas, quem não vai gostar nada disto é a sua pequerrucha Ofélia Queiroz, dizem as más línguas que era um mostrengo tal que levou Fernando Pessoa a escrever o poema com o mesmo nome sobre o adamastor. Por estas e por outras não deixa de ter a sua piada ver agora o Fernandinho no meio de tanta donzela, não acham? Então e agora porque é que o título é silicone e absinto? Porque se não fosse a silicone, a Luciana não encabeçava a lista, e se não fosse o absinto a obra do Fernando com certeza não seria tão extensa...