Andar de cú para o ar na praia das Avencas a contar cracas de meio milímetro para fazer uma Nested ANOVA (análise de variância aninhada, sim eu sei, parace o nome de uma jogadora de ténis russa, mas há mais...), andar de cú para o ar a contar a biodiversidade existente dentro e fora de enclaves do intertidal e fazer uma MANOVA (está-se mesmo a ver que é uma análise de variância multivariada).. Ou ainda contar lapas e fazer uma ANCOVA (análise da covariância, claro está!)
Ficar prisioneiro da ilha da berlenga por sete dias a contar Podarcis bocagei berlengensis (lagartixas) e fazer um teste-t (este compara médias).
Consultar o Livro Vermelho e saber o estatuto de conservação das espécies, debruçar-me durante um semestre sobre egagrópilas de Tyto alba (regurgitações de Coruja das Torres) ainda húmidas a emanar um cheiro capaz de arrancar o vómito à mais anósmia criatura, tudo isto feito no laboratório de ictiologia, este empregnado com os aromas em fuga dos frascos de mocambo com vinte anos aos quais o alcool/formol usados para conservar os peixes há muito corroeram a borracha que os veda, para no fim fazer um teste do qui quadrado (este distingue valores esperados dos observados) ao número de bichos encontrados.
Aplicar índices de massa corporal, shannon-wiener, simpson, pinkas e avaliar uma comunidade de peixes, observar dezenas de preparações de gónadas de peixes, igual número de escamas e otólitos, averiguando a idade, ah! no mesmíssimo e agradabillíssimo laboratório de ictiologia.
Repetir experiências químicas que de tão básicas e entediantes ainda apertam mais o nó da garganta de não ter passado no exame teórico à primeira, nem à segunda.
1 comentário:
LOL já estou de cabelos em pé!! De facto, este semestre foi de meter medo ao susto!! =P
Se não fosse eu mesma de biologia diria que os biólogos eram malucos!!! lool =P
Beijooo * * *
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