domingo, 5 de outubro de 2008

A Beleza duma CCC

Um fumo branco esfumando-se no céu azul, ele é livre, vivo! Nos dias sem vento, e tão frequentemente de madrugada, ele ergue-se num só sentido ascendente fazendo-se parecer um arranha-céus. Quando o ar se sente mais seco, ele desaparece à boca das chaminés, ondulando com o vento, é uma chama de neblina branca. Com ele posso contar: lá estará sempre a todas as horas, em casa, olharei para a luz e lembrar-me-ei do fumo que sai da chaminé, como ele é belo. Essa passagem tão fugaz não me deixa apreciar-te, oh fumo, podia olhar-te a perderes-te no céu infinitamente. Ao fundo, a paisagem é ilustrada pelo Tejo, tão cantado, e a lezíria, aberta e verdejante e amarela cheia de milhos e melões e tomates, cortada ao meio por uma auto-estrada que me leva a ti...
Ah! Quanta beleza encerra uma Central de Ciclo Combinado!

Sem comentários: